Centenário da Igreja Particular de Sorocaba

Em 2020, foi iniciada a caminhada rumo à celebração do Centenário de criação da Arquidiocese de Sorocaba que será no dia 4 de julho de 2024.

A Diocese de Sorocaba foi criada no dia 4 de julho de 1924. Nesse dia Pio XI publicou duas bulas: a primeira, intitulada “Ubi Praesules”, que criava as duas novas circunscrições eclesiásticas no interior do Estado de São Paulo: Sorocaba e Santos, e a segunda, “Comissum Humilitati”,  que designava o Cônego José Carlos de Aguirre, do clero da Diocese de São Paulo e titular da Paróquia de Bragança Paulista, para ser seu primeiro bispo diocesano. Dom José Carlos de Aguirre governou a diocese por 48 anos. Ficou conhecido como o bispo ordenou muitos sacerdotes: foram 48 padres seculares e 230 religiosos, totalizando 278. Faleceu a 10 de janeiro de 1973.

Com a morte de Dom Aguirre, em 8 de janeiro de 1973, assumiu como Bispo Diocesano Dom José Melhado Campos. Em 20 de janeiro de 1980, deixou o governo da Diocese que foi entregue a seu sucessor Dom José Lambert.

Durante o governo de Dom José Lambert a Diocese de Sorocaba foi elevada à Arquidiocese no 29 de abril de 1992, pela bula “Brasiliensis Fidelis” do Papa S. João Paulo II.

No dia 4 de maio de 2005, o Papa Bento XVI nomeou Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues Arcebispo Metropolitano de Sorocaba para suceder a Dom José Lambert.

Em 28 de dezembro de 2016, Dom Julio Endi Akamine foi nomeado arcebispo metropolitano de Sorocaba, sendo o quinto bispo e o terceiro arcebispo.

A celebração do Centenário inclui memória e profecia.

Olhamos o passado com gratidão, pois identificamos na história da Igreja Particular a ação de Deus e a assistência solícita de Maria. Recordamos o testemunho cristão de tantas pessoas que fizeram parte da Igreja de Sorocaba, por isso faz parte das comemorações as homenagens às pessoas que foram importantes para o crescimento e a edificação da Arquidiocese. Uma vez que estamos sempre sujeitos ao esquecimento, a comemoração ajuda a recuperar a memória de pessoas e de acontecimentos que constituem a identidade eclesial.

A comemoração do Centenário deve ser também profecia, pois nos lança para o futuro na confiança de que Deus dará pleno cumprimento à obra começada. Comemoramos para tomar consciência de que foi o Senhor quem começou, e é Ele quem completará a sua obra.

Fomos acolhidos na Igreja. Para participar dela não nos foram exigidas vida exemplar, nem virtudes heroicas tampouco maturidade na fé. Pelo contrário, foi nela que fomos gerados para a vida nova; nela, somos cotidianamente alimentados pela Palavra e pela Eucaristia; nela, conhecemos Cristo; nela, a nossa fé é robustecida em vista do testemunho.

Como indivíduos, estamos sempre sujeitos às coordenadas do espaço e do tempo e às vicissitudes da própria vida, breve como a flor que de manhã viceja e à tarde murcha. Da mesma forma, a fé individual nunca poderá atualizar plenamente toda a fé da Igreja. É participando da vida da Arquidiocese de Sorocaba que experimentamos a amplidão da “comunhão dos santos”.

Toda vez que um cristão confessa “creio”, experimenta que não crê somente com sua fé individual – sempre limitada e sujeita a hesitação e fraqueza –, mas recebe o consolo de crer com a fé de Nossa Senhora, de S. Paulo e S. Pedro, de Santo Agostinho e de Santo Tomás, de Santo Antônio, de São João Paulo II, de D. Helder Câmara e de Madre Tereza de Calcutá. A genuína fé cristã sempre possui a inteireza sem unilateralismo da fé de todo Povo de Deus, a heroicidade sem compromisso dos mártires, a verdade sem desvios dos doutores, a confiança dos prediletos de Deus e a amplidão da fé da Igreja toda, desde Abel até o último justo. É essa maravilhosa comunhão dos santos que a pertença à Igreja Particular proporciona. É isso o que tem acontecido ao longo desses 100 anos da Arquidiocese. Que essa celebração nos ajude a amar mais a Igreja e a sermos melhores discípulos e missionários de Cristo.