A Palavra do Pastor: O Poder e a Responsabilidade

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Vivemos num tempo em que as comunicações sociais atingiram uma grande importância e influência na vida das pessoas e das comunidades. Atualmente, elas são não somente um meio ou um instrumento poderoso de transmissão de notícias, mas uma fonte disputada de informações sobre as tendências, os gostos, as necessidades e os interesses de indivíduos e de grupos. Além disso, é preciso também levar em conta que os meios de comunicação se utilizam cada vez da tecnologia digital e da internet inserindo assim as pessoas em um novo espaço de convivência e de compartilhamento de informações. Começa-se a falar de realidade aumentada, que consiste na fusão da realidade com a virtualidade digital.

Como em todo o desenvolvimento humano, a revolução da comunicação suscita temores e esperanças. Estamos diante de riscos reais de controle das pessoas que podem degenerar em manipulação e opressão; a disseminação de notícias falsas revela a prática condenável da destruição da boa fama das pessoas e da instigação ao ódio entre grupos antagônicos; o roubo de informações pessoais e a invasão de intimidade pessoal cria um clima de insegurança e de medo.

Tais riscos, porém, são o outro lado da moeda do poder e da importância dos meios de comunicação social nos dias de hoje. Para a construção do bem comum e da unidade entre os povos, os meios de comunicação podem ser um instrumento valioso. Vale, portanto, o princípio: quanto maior o poder, maior é a responsabilidade.

A Igreja sempre teve apreço pelas conquistas da técnica e da ciência. Nunca deixou de alertar, porém, para a responsabilidade que nos incumbe em fazer bom uso de instrumentos poderosos criados pelo progresso técnico. Em relação aos meios de comunicação social, é preciso reconhecer que, dentre as conquistas humanas recentes, eles tem o poder de mover multidões e povos inteiros para o bem e para uma partilha mais eficaz e rápida de notícias e informações. Ao mesmo tempo é preciso alertar para a nossa responsabilidade em formar a consciência para o seu bom uso.

No que consiste a formação da consciência para usar bem os meios de comunicação? Consiste em um empenho decidido no exercício do direito à informação. Esse direito exige que a informação veiculada seja sempre objetivamente verdadeira e íntegra. Evidentemente a informação verdadeira e íntegra deve ser obtida de maneira honesta e conveniente. Quando as informações são obtidas por meio do engano e de modo desonesto, a comunicação social falha gravemente contra sua própria natureza. Além disso, é preciso que as informações sejam veiculadas também no respeito às leis morais e aos legítimos direitos e dignidade das pessoas.

O direito à informação não justifica, portanto, qualquer tipo de notícia, nem a compra e a venda selvagem de informações como mercadoria. É preciso mais do que nunca defender o direito de todas as pessoas a receberem informações em vista da construção do bem.

Formar a consciência para o bom uso dos meios de comunicação social significa também pensar os usuários não como meros receptores passivos ou consumidores de notícias. Os usuários devem ser vistos como pessoas responsáveis chamadas a exercerem sua liberdade e senso crítico. Assim os leitores, os espectadores e os ouvintes devem escolher dos meios de comunicação tudo o que favorece o crescimento pessoal e a harmonia da vida social. Devem aprender rejeitar e evitar tudo o que, nos meios de comunicação, causa dano a si e às suas famílias. Dessa forma, os usuários podem exercer o poder de encorajar e de favorecer as boas produções através da audiência.

Por: Dom Julio Endi Akamine, SAC

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