7 VIRTUDES DE SÃO JOSÉ – Papa Francisco na Carta PATRIS CORDE

O Santo Padre nos presenteou com a preciosíssima carta apostólica PATRIS CORDE (com Coração de Pai), ensinando-nos como São José amava Jesus e quanto ele nos ensina todos os dias e em cada gesto. Aquela figura que se mostra fundamental, imprescindível, como, num humilde exemplo, os grandes atores que recebem prêmios como melhores coadjuvantes e que são imortalizados por suas interpretações – assim foi São José em sua participação na história de nossa Salvação.

Conforme nos ensina o Sumo Pontífice, em São José temos a figura do PAI AMADO, sempre amado pelos cristãos, como esposo de Maria e pai de Jesus, grande homem a quem podemos recorrer nos tempos de aflição, como acorreram àquele José, filho de Jacó e governador no Egito, abaixo apenas do Faraó (Gn 41, 55). Temos nele, pai de Jesus, o “cardo” ou dobradiça que divide Antigo e Novo Testamento.

São José também é PAI NA TERNURA e o menino Deus pôde ver naquele homem bondoso os primeiros traços da ternura de Deus, um Deus que é terno, amoroso, generoso, que compreende nossas fraquezas e nos convida a caminhar em seu amor, deixando-nos conduzir por Ele, que sempre está a esperar por nós, como o pai misericordioso do filho pródigo (Lc 15, 11-32), enquanto muitas vezes nos deixamos contagiar pela dureza do filho mais velho.

E também foi PAI NA OBEDIÊNCIA, dispondo-se a aceitar as orientações divinas e a difícil missão – por amor a Deus, a Maria e ao nascituro menino – de tornar-se chefe da Sagrada Família e guardião dos maiores tesouros da humanidade. Com coragem e solicitude, ele, cuja bondade impediu de condenar Nossa Senhora, angustiado pela gravidez incompreensível, a toma por esposa ao saber donde provinha a criança que estava para nascer, e assim também foge para o Egito e depois vai a Nazaré, na Galileia. Enquanto servo submisso ao Pai do Céu, também lhe coube ensinar ao menino Deus a importância de serem os filhos submissos e respeitosos, honrando seus pais, observando as leis de Deus e dos homens e exercendo a paternidade de forma exemplar.

São José também foi PAI NO ACOLHIMENTO. Ciente de que a criança gestada por Nossa Senhora era o filho de Deus e de todas as responsabilidades que enfrentaria, inclusive em seu Santo Matrimônio, vivido em plena castidade, como antecipação daquele amor que existe plenamente no Céu, onde as pessoas não se casam nem se dão em casamento, acolhe sua amada sem impor condições e acolhe como seu aquele filho que lhe foi confiado. Não age como alguém resignado, mas assume a missão com maestria, exemplar como pai e como esposo.

Ainda temos em São José um PAI COM CORAGEM CRIATIVA, com constantes iniciativas para superar as dores e adversidades, como vemos em muitos pais sofridos em nossos tempos, que com dignidade e empenho, “tiram leite de pedras” para que suas famílias sobrevivam, como fez esse grande santo, para em meio a tantas viagens, à Belém por ordem imperial, ao Egito para fugir da perversidade de Herodes ou a Nazaré para se estabelecer, empenhar sua vida e seu labor de carpinteiro no sustento dos seus.

Daí concluímos que também no esposo de Maria temos um PAI TRABALHADOR, carpinteiro honesto e dedicado que ensinou ao Nosso Senhor sua profissão e a dignidade do trabalho honrado, que deve tirar o suor do rosto e colocar o pão à mesa, dar paz, conforto e segurança à família. Quantos em nossos dias não tem um trabalho ou o tem de forma indigna e imoral para custear injusta opulência de poucos. Mesmo assim, não podem desanimar os trabalhadores que encontram no operário São José, um patrono fiel e intercessor dedicado.

Por último, mas não menos importante, vemos em São José um PAI NA SOMBRA, exercendo seu papel dignamente e propiciando o crescimento do Menino Deus para Sua própria Missão: o sustentou, o amou, o ensinou, esteve com ele até seu último instante. Essa paternidade que não é um exercício de posse, mas sinal daquela paternidade suprema encontrada em Deus que também nos dá a liberdade de filhos e filhas, mas espera que, em tributo ao Seu Amor, trilhemos o caminho correto.

Enquanto refletimos sobre São José, encontramos os testemunhos de tantas pessoas, nestes tempos difíceis trabalham discretamente para que possamos viver melhor e mais dignamente, como também São José, cuja atuação pode não ter sido tão evidente e detalhada em muitos momentos, mas certamente fundamental para nossa salvação.

Recorramos a ele que, como lembra uma antiga e bela canção, “desta vida só queria, ser feliz com sua Maria” e, de fato, encontrou nela e com ela, por meio do filho Jesus, a alegria Eterna que, com sua valiosa intercessão, também buscamos. Acompanhe e reze conosco a novena em nossa paróquia.

 

Pe. José Edmilson – Pároco

São João Batista –

SALTO DE PIRAPORA

03 de Março 2021.

 

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